“Um aglomerado de pessoas próximo à selaria logo denuncia que há uma novidade. O mega aquário de 15 mil litros com visão para os quatro lados é uma das grandes atrações da 54ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina e tem chamado a atenção dos visitantes. “A ideia é fomentar a piscicultura para que o público conheça o papel do profissional e sua função. Afinal, é por meio dele que o consumidor tem o peixe na mesa”, afirma o diretor de aquicultura da Sociedade Rural, Ricardo Neukirchner.

As crianças logo ficam encantadas. Rebeca Lança tem oito anos e ficou fascinada pelos peixes. “Vim com meu pai e minha mãe e achei o aquário muito legal. Eu gostei dos grandes”, diz a menina. A mãe trouxe a filha pela primeira vez na exposição deste ano. “É muito bacana conhecer como são os peixes. A maioria a gente só conhece por nome”, afirma Edna Lança, microempresária de Londrina.

O diretor de aquicultura comemora o sucesso e diz que o interesse dos pequenos s é benéfico porque influencia na educação. “Isso traz consequências futuras. Quando a criança começa a gostar da natureza desde cedo, com certeza vai ter uma educação ambiental”.

Tilápia, pintado, cachara, pacu e dourado são alguns peixes que podem ser vistos dentro do aquário. “Trouxemos a tilápia porque é o peixe mais consumido no Brasil e no mundo, até por ter um filé sem espinho e sabor suave”, explica. Mas logo se vê que o pirarucu rouba a cena. O peixe de 25 quilos tem apenas um ano e meio e já é o ‘rei’ do pedaço. “Esse peixe vai crescer mais, vai chegar a 300 quilos”, garante.

Produção no Paraná

O hábito de comer peixe, não só no Paraná como no Brasil, cresce a cada ano. Segundo Neukirchner, há cerca de cinco anos o consumo era de seis quilos per capita. Hoje, já está na ordem de 13 quilos. “A tendência de crescimento é através da produção de cativeiro, pois a captura de peixes em rios e mares está caindo cada vez mais”, detalha.

No Paraná, cerca de 125 mil pessoas trabalham no ramo e a tendência é que o Estado se torne o principal produtor do Brasil. “Assim que for liberada a produção de tilápia no Lago de Itaipu conseguiremos produzir mais peixe utilizando somente meio por cento do extensão do que produzimos hoje no Brasil inteiro”.

A flexibilidade da piscicultura é outro fator que a torna atraente. Desde o pequeno até o grande produtor pode ingressar no segmento. “Não existe uma regra clara, porque a atividade comporta qualquer tipo de perfil”, destaca. As margens de lucratividade giram em torno de 20 a 25% por safra.”

Fonte: Bonde News.

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